segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Coisas que não deviam ser divulgadas

Eu tenho uma teoria: há sempre um tipo com uma ideia peregrina qualquer a fazer um estudo alucinado qualquer que vai provar uma maluquice qualquer que ninguém estava à espera. Nesta medida, há, no meu entender, estudos para tudo. Este causa-me alguma preocupação. De facto, assim que o li comecei a pensar se tinha lixívia em casa, eu, que tenho horror à lixívia, que quase recuso a sua compra, quando me dizem que é necessária para uma limpeza mais profunda dos azulejos da casa de banho, ou algo que o valha. Se tenho um ou outro ódio de estimação, confesso que a lixívia está entre eles. Nesta medida, pensar que ela pode ser utilizada - ainda que diluída - sobre a pele, com efeitos terapêuticos quase milagrosos é assustador. Não tenho nenhuma em casa e não vou, portanto, adicioná-la ao meu banhinho matinal, mas, para algumas almas menos possuídas por ódios de estimação, isso pode ser uma ideia. Eu acho uma ideia perigosa...



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sweet November




Nunca na vida pensei ser possível andar nas ondas em pleno mês de novembro. Tenho uma amiga que chama a esta atividade "máquina de lavar": entramos no mar, caímos, enrolamos na onda, voltamos a entrar, voltamos a cair, bem... um ciclo de lavagem, por assim dizer. Para mim, que ainda não me pus em pé - nem sei se alguma vez o vou conseguir fazer - este ciclo é maravilhoso. É mais uma forma de teimar contra aquilo que me é imposto: a minha falta de jeito para os desportos náuticos. Vou superando, já estive quase quase, mas de pé, só em terra...
E mesmo assim, sabe deus... Mas enquanto isto, aproveito o dia, o sol e o mar e ponho em perspetiva a vida e a falta dela.

sábado, 9 de novembro de 2013

Nem foi preciso chegar a dezembro...

... para valorizar os meus dias de verão. Hoje, no meio de uma chuva eterna, com filas que as obras ali na ponte de Leça tornam intermináveis, ocorreram-me os dias em que não tinha horas para nada e metia o meu jipe todo terreno por caminhos inverosímeis, sem atender à perturbação da co-piloto...

Se nos lembramos do verão como um interminável dia de sol, em que parece que fizemos imensa coisa divertida, o inverno parece um infindável e enfadonho dia de chuva, cheio de pessoas mal-humoradas e de problemas insignificantes que, talvez porque a luz é fraca, parecem coisas muito importantes. Vem aí o Natal, sem subsídio, que isto dos duodécimos é uma treta, mas eu já sei o que quero: uma longboard, para passar ainda mais dias na praia e no mar. 

domingo, 13 de outubro de 2013

Fim de semana de outubro



Nada como começar uma nova atividade de fim de semana... 

domingo, 6 de outubro de 2013

A idade é uma coisa lixada


Para além das manchas na pele, das rugas, da flacidez e dos cabelos brancos, há o cansaço que se instala em todos os membros do corpo depois de uma atividade pouco habitual, que exija algum esforço. E não falo de mim, mas da minha cadela: ontem levei-a até Esmoriz, andou ali pela Barrinha a subir e a descer dunas em alta correria e hoje não se mexe, nem para pedir o biscoito matinal. Conclusão: tem que ir mais vezes!!!

domingo, 22 de setembro de 2013

Começou o outono


Primeiro dia de outono. Eu sei que não há sol que sempre dure, mas lá que este verão tardio me está a saber muito bem... chato é ter que estar nas salas de aula durante a semana. Julgo que se acabam estes momentos lá para quarta. Será tempo de ir ao cinema, ver o novo Woody Allen.

sábado, 21 de setembro de 2013

Setembro suave




August die she must,
The autumn winds blow chilly and cold.
September I'll remember,
A love once new has now grown old.

Simon & Garfunkel

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Procastinar... sou boa nisso

OK. Eu sou o último bonequinho. 
Caramba! Tenho que mudar! Vou ver se me organizo. Amanhã vejo isso.
(Tirado daqui.)

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Born to run


The highways jammed with broken heroes on a last chance power drive
Everybodys out on the run tonight but there's no place left to hide
Together wendy we'll live with the sadness
I'll love you with all the madness in my soul
Someday girl I don't know when were gonna get to that place
Where we really want to go and well walk in the sun
But till then tramps like us baby we were born to run.

The Boss

(Ouvir aqui)


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Depois do trabalho

Cada ano que passa, cada dia que se escoa, cada hora que se esgota trazem escassas novidades. As almas humanas sentem o peso de várias dores e ajudam a criar novas dores em outras almas. Mas, ali, onde termina o rio e começa o mar e onde a fusão das águas torna indistintos fim e início, podemos purificar o olhar e acreditar que poentes e nascentes se esboroam, como as águas durienses que correm entre ravinas e buscam as águas atlânticas que as aguardam despreocupadamente.


Como quem percorre uma costa
maravilhado com a abundância do mar,
recompensado pela luz e pelo pródigo espaço, 
eu fui o espetador da tua beleza
durante um longo dia.

Jorge Luís Borges